Tem uma forte influência celta, com suas lendas e sons, pois a autora e intérprete, apesar de canadense, tem ascendência irlandesa e escocesa.
Tanto a letra quanto a melodia me transportam aos velhos rituais, dançando livre para a minha Lua em volta das fogueiras, no alto das montanhas, ouvindo os tambores...
Apesar de ser minha música perfeita para o Hallowen, pois a noite de todas as almas é justamente a noite de 31 de outubro, eu às vezes fico com ela na cabeça, como hoje, mesmo quando minha Lua está minguante, me chamando para ser livre!
Como eu disse no face, essa foi a música (tenho simplesmente paixão por ela!) que me perseguiu durante o dia de hoje: nos comerciais, no livro que eu estou lendo, em minha cabeça... Gosto de tudo nela: a história que conta, a melodia, a força...
No facebook eu postei a versão com Pavarotti, mas meu amigo Victor me
presenteou com esta que, sem dúvida, agregou ainda mais emoção à ela...
Para entender um pouco do fascínio que tenho por ela:
É, na minha opinião, a melhor ária da ópera de Giacomo Puccini, Turandot, que conta a história da Princesa Turandot, filha do Imperador Altum da China, que odeia todos os homens e jura que jamais se entregará a nenhum deles; isto devido a um fato ocorrido na família imperial que a traumatizou para sempre: o estupro e assassinato da princesa Lo-u-Ling, quando os tártaros invadiram e conquistaram a China. Seu pai, porém, exige que ela se case, por razões dinásticas, e para respeitar as tradições chinesas. A princesa concorda; porém, com uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que arriscarão a própria cabeça se não acertarem todos os três, e somente se casará com aquele que decifrar todas as três dificílimas charadas. A crueldade e frieza da princesa não fazem mais do que atiçar a paixão do Príncipe Desconhecido, filho do deposto rei dos tártaros, que decide arriscar a própria vida para conseguir a mão da orgulhosa princesa. Ele consegue, após a derrota de todos os outros candidatos, até porque é o único que compartilha da natureza sádica e egoísta da princesa, sendo capaz de entendê-la.
Esta ária é do último ato, quando a princesa ordena que todos devem ficar acordados para descobrir o nome do príncipe desconhecido. E ele, marrento, duvida do sucesso do intento.
Abaixo a letra, adaptada para uma versão mais Pop:
Entrei no carro com vontade de matar um. Feriado no meio da semana, prazos estourando, fornecedores enrolando, cliente cobrando... Aí liguei o som e veio essa batidinha gostosa me acalmar.
Quando vi, estava cantarolando numa boa, esquecida da minha gana assassina... rs
O vídeo é pobre, mas a música é bacana. Uma das pouco comerciais do LP que meu pai tem. Sempre gostei desta música e lembrei dela hoje, quando outra começou...
Acho que já aconteceu com todo mundo: ouvir o início de uma música e lembrar de outra...
Essa música tem uma batidinha gostosa... a gente se sente de frente para o mar, sentindo a brisa e a onda lambendo os pés...
Uma vez, era adolescente, estava andando pelas ruas em uma tarde de sol e um raio bateu em meu rosto. Sabe quando a gente inclina o rosto para receber ainda mais sol? Fiz isso. E, imediatamente, um rapaz que estudava em minha escola, e do qual eu estava a fim, começou a cantar essa música pra mim. Eu não tinha visto que ele estava por perto...
Bom... até hoje ele me chama de sereia... e até hoje eu acho que essa música é pra mim!